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Tensão entre PT e PMDB sobe e ameaça pôr em risco apoio peemedebista a Dilma

O presidente da legenda, senador Valdir Raupp (RO), tem telefonado para os presidentes estaduais do partido para reverter a ideia da convenção antecipada, mas reconhece que nem todos estão dispostos a mudar de ideia. É o caso dos diretórios da Bahia e do Rio de Janeiro, por exemplo.
Ele tinha expectativa de se reunir com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, nesta quinta para reduzir a tensão entre os dois aliados, mas o encontro não ocorreu.
CUNHA x FALCÃO
Cunha, que á apontado pelo governo como o arquiteto do cenário de rompimento, disse à Reuters que fará um relato “das agressões” que sofreu do governo e de petistas e a “bancada é que decidirá que caminho vai tomar”, negando que seu objetivo seja construir maioria no PMDB para romper com Dilma.
Ele nega também que esteja capitaneando o movimento para antecipar a convenção. “Isso não é coisa minha”, disse. Mas ele foi o primeiro peemedebista a puxar esse debate ao dizer no Twitter nesta semana que a “aliança com o PT” precisava ser repensada porque “não somos respeitados pelo PT”.
Apesar disso, Cunha disse à Reuters que “é fácil obter” maioria para convocar a convenção para abril.
Para o presidente do PT, suas diferenças com Cunha se resumem à questão política. Falcão diz que o partido aliado do governo, que tem o vice-presidente da República Michel Temer, não pode ter um líder “que se comporta como oposição”.
“Inclusive organizando blocos de oposição”, disse o petista à Reuters em referência ao blocão, que reúne partidos aliados descontentes com o tratamento dado pelo governo.
“Nós não fazemos ultimatos a aliados e não aceitamos que nos façam ultimatos”, disse Falcão.
Apesar disso, ele acredita que a aliança com os peemedebistas não corre risco e é natural que dois partidos do tamanho de PT e PMDB tenham projetos próprios em alguns Estados. Mas ele argumenta que os petistas já decidiram pelo apoio a aliado em quatro estados (Sergipe, Alagoas, Pará e Amazonas). E alfineta os peemedebistas novamente.
“O que o PMDB precisa resolver é como vai fazer com dois Estados que não apoiam a aliança nacional, portanto não apoiam a Dilma e nem o Temer, que são Bahia e Pernambuco”, disse Falcão.
Reuters